quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Um novo ano


Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
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Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Infâncias...

Infâncias perdidas com a nossa cumplicidade

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Boas Festas


Natal
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Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

O Livro dos Seres Imaginários

Depois dos lugares imaginários...
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O Livro dos Seres Imaginários, de Jorge Luís Borges, contém a descrição de cento e dezasseis monstros que povoaram as mitologias e as religiões. Alguns deles pertencem ao mundo da metafísica e outros são já célebres na invenção humana.
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A partir dos comentários de autores clássicos, das revelações de místicos e dos sonhos de escritores e poetas, Jorge Luís Borges, com a colaboração de Margarita Guerrero, recria a fauna fantástica e dá, numa viagem pelo tempo, nova vida a relatos esquecidos.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Le Petit Prince

Mais um maravilhoso pop up!

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O Dicionário de Lugares Imaginários

O Dicionário de Lugares Imaginários, de Alberto Manguel e Gianni Guadalupi, é um guia de viagem por lugares existentes apenas no domínio do imaginário, da ficção.
Os autores, Alberto Mangel (argentino-canadense) e Gianni Guadalupi (italiano), não inventarem nada, nada que já não tivesse sido inventado nas obras que deram origem aos lugares. Todos os detalhes foram respeitados, obedecendo escrupulosamente a todas as informações dos seus criadores. Fizeram um extraordinário levantamento de paisagens estranhas e exóticas, de cidades, países, ilhas, paraísos utópicos, mundos subterrâneos, muitos deles cenários de aventuras incríveis.
Com este dicionário, viajamos pela história da literatura, desde a abadia de O Nome da Rosa ao País das Maravilhas, passando por muitos outros locais. Cada verbete é uma pequena obra de ficção inteligente e bem-humorada. Os locais são tratados como se de facto existissem, com descrições detalhadas, fiéis à fonte original. Entre as diversas informações, há a localização geográfica e a história dos lugares, o comportamento de seus habitantes, a flora e a fauna, pontos turísticos e até recomendações gastronómicas.